Em sua 11ª participação, a equipe de 30 alunos, atualmente com o prestígio de ser a mais premiada da competição, com mais de 50 medalhas desde 2006, vai levar 19 robôs e disputar em 18 categorias. Bagagem do grupo é superior a uma tonelada de robôs desmontados

Desde 2006, a RioBotz, equipe de robótica da PUC-Rio, sempre volta da Olimpíadas de robôs RoboGames com medalhas na mão. E, este ano, certamente, a expectativa é para que esse sucesso se repita. De 21 a 23 de abril, na Califórnia, cerca de 300 equipes e mais de mil robôs se enfrentam e a RioBotz já tem o prestígio conquistado: soma 51 medalhas na competição desde 2006, sendo a mais premiada entre todos os participantes, com 24 de ouro, 13 de prata e 14 de bronze. Ao todo, os alunos cariocas levarão 19 robôs para competir em 18 categorias e que pesam de 150g a 100Kg, incluindo os de combate, os solares, os autônomos e os simpáticos humanoides, que irão disputar as provas de corrida, dança, kung-fu e subida de escada. Para levar tudo isso, a equipe viaja com 34 malas cheias de robôs desmontados, que chegam a pesar no total mais de uma tonelada de bagagem.

A família de robôs Touro, uma marca registrada da RioBotz, passou por grandes mudanças para esta edição. O Touro Maximus, peso-pesado de 100kg que compete na mais importante categoria da competição (Heavyweight), foi completamente reconstruído, ficando com uma estrutura externa mais resistente. Dono de um ouro em 2015, uma prata em 2010, e um bronze no ano passado, o coordenador da equipe, Prof. Marco Antonio Meggiolaro, acredita que agora o Touro Maximus tem tudo para voltar campeão mais uma vez: “Fizemos todo um trabalho de atualização e renovação do robô, tornando-o muito mais competitivo. Visualmente, ele continua muito parecido, mas é um projeto tão otimizado que chegou à sua forma mais robusta”.

Já na categoria em que a RioBotz tem o maior número de medalhas na competição, a Middleweight (54kg), com oito medalhas já conquistadas, os robôs Touro e Touro Classic também passaram por uma grande reforma. Várias peças, que já estavam muito gastas, foram refeitas. E o Touro Light, de 27kg, teve a parte interna toda alterada. “Estamos reforçando a estrutura dos robôs, usando motores mais potentes, e aprendendo com os nossos próprios erros de edições anteriores. É um processo claramente evolutivo”, comemora Meggiolaro.

Os solares, pequenos robôs que se movimentam ao armazenar energia solar, também foram completamente reprojetados. O Invictus, tetracampeão desde 2012 e de fato invicto em 2016, terá que desviar de obstáculos e chegar ao centro da arena, e o Apollo terá que correr o mais rápido que puder.

Entre as novidades, a equipe construiu para este ano o inédito Mini Puma+, de apenas 1,3kg e que vai competir na categoria Beetleweight Autônomo. Autônomos são os robôs “inteligentes”, cujos sensores percebem o adversário e lutam de forma independente, sem serem controlados por um piloto. “Adaptamos um kit de robótica e, pela primeira vez, conseguimos colocar inteligência nele”, ressalta Meggiolaro.

Outro robô autônomo é o Papacuras, que saiu da aposentadoria e foi totalmente renovado para a RoboGames 2017, que vai competir na categoria “Seguidor de linha”. Também de forma autônoma, ele terá que seguir uma linha desenhada no chão, e vence o que for mais rápido ao seguir a trajetória.

Meggiolaro chama atenção para a volta dos robôs com martelo, justamente por causa da BattleBots (programa do canal ABC da TV aberta dos EUA), quando o vídeo da luta entre o Minotaur, da RioBotz, e o norte-americano Blacksmith viralizou na internet, com mais de 25 milhões de visualizações ao redor do mundo. “É preciso tomar muito cuidado, porque, mesmo não sendo uma arma destruidora, é o único tipo de robô que ataca por cima. Este é mais um motivo para que os nossos sejam cada vez mais resistentes, não só nas laterais, mas também por cima, usando proteções de titânio para resistir às marteladas”, explica o coordenador da equipe.

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