Os humanoides trouxeram os ouros. As pratas foram conquistadas pelo Touro Maximus e outros três robôs das categorias de combate e solar

Mesmo com apenas nove dos 20 alunos que compõem o time, a RioBotz, equipe de robótica do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), conquistou seis medalhas na RoboGames, a mais importante competição mundial de robótica, realizada de 27 a 29 de abril, na Califórnia, EUA. As duas medalhas de ouro ficaram por conta dos simpáticos humanoides da equipe. O Psy Volt, pela terceira vez, encantou os espectadores com a coreografia de dança na categoria Freestyle da competição. Na categoria Sumô de Humanoides, o pódio teve dobradinha brasileira, com o tetracampeão Spider Volt em primeiro e a equipe da USP em segundo.

Pela primeira vez, desde 2007, o piloto oficial da equipe, Daniel Freitas, não pôde viajar e os robôs Touro Maximus (100kg) e Mini Maloney (1,3kg) foram pilotados pelo coordenador da RioBotz e professor do Departamento de Engenharia Mecânica do CTC/PUC-Rio, Marco Antonio Meggiolaro, que garantiu duas das quatro medalhas de prata da equipe. “Eu e os nove alunos nunca havíamos pilotado em uma arena grande, mas como conheço bem as estratégias contra cada oponente e há 11 anos presencio as manobras fantásticas do piloto Daniel, resolvi trazer para mim a responsabilidade” afirma o professor.

Apesar dos problemas em uma das rodas nos primeiros combates e a falta de experiência de pilotar o robô da mais importante categoria da RoboGames, Meggiolaro conseguiu nocautear os adversários do Touro Maximus utilizando o efeito giroscópico, que possibilitava o controle do robô como se fosse um peão de brinquedo. Na terceira luta, contra dois robôs de 50kg cada, os Crash ’n Burn, a RioBotz venceu antes que eles conseguissem aplicar sua estratégia de cercar o adversário por dois lados e queimá-lo com chamas a 2 mil °C.

Touro Maximus ainda venceu de famosos robôs norte-americanos: Gruff, Lucky e os maiores campeões da história da RoboGames, Sewer Snake e Original Sin. A final foi novamente contra o Original Sin e, após três minutos de luta intensa, Touro Maximus levou prata pela decisão dos juízes.

Na categoria Photovore, na qual os robôs movidos a energia solar devem desviar de obstáculos para atingir uma fonte de luz, o robô Invictus, invencível até a competição do ano passado, ficou com a prata. Por alguns milímetros nos segundos finais da prova, o ouro acabou indo para um adversário norte-americano.

Já o Mini Puma+ também chegou à prata na categoria Combate Beetleweight Autônomo (até 1,3kg). E o Mini Maloney, depois de vencer alguns ex-campeões favoritos para o título, incluindo o robô da Unifei (Itajubá/MG), conquistou a prata na categoria Combate Beetleweight (até 1,3kg), depois de perder para um piloto de sete anos. “Achei muito legal isso, o menino é meu fã e vai se lembrar disso para o resto da vida, além de ter merecido. Esse ouro valeu muito mais para ele do que para qualquer outro piloto da RoboGames”, revela o piloto Meggiolaro.

Segundo o professor, todos os alunos da RioBotz exerceram um papel fundamental no sucesso de cada prova, em especial as do Touro Maximus, em que tiveram apenas 40 minutos para consertar o robô após cada luta. “O entrosamento da equipe impressionou os norte-americanos, que nos compararam com as equipes da Nascar (associação automobilística norte-americana que sanciona e controla múltiplos eventos de esporte a motor, em especial competições de stock car)”, disse Meggiolaro.

Depois de todas as provas o trabalho ainda continuou, já que os alunos precisaram desmontar todos os robôs e organizar as peças em malas de até 23kg, como é permitido em aviões. “É um esforço muito grande competir no exterior com tantos equipamentos pesados, mas as medalhas e o aprendizado dos alunos valem todo o trabalho”, reforça Meggiolaro.

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