Selecionado em edital do Comitê Gestor de Internet, estudo conta com parceria do INMETRO e da Qualcomm Brasil, e está entre as iniciativas que buscam soluções inovadoras para a próxima geração de telefonia móvel

O projeto “Redes de Comunicações sem Fio de 5ª Geração e Emprego de Nuvens: Novos Conceitos, Algoritmos e Aplicações” do Centro de Estudos em Telecomunicações (CETUC), do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) em parceria com o INMETRO e a Qualcomm Brasil, foi contemplado em edital de Chamada Pública do Comitê Gestor de Internet (CGI). Ele fará parte de um programa de Incentivo à participação brasileira no Internet Engineering Task Force (IETF) / Internet Research Task Force (IRTF), o principal fórum internacional de padronização de tecnologias da Internet, e, sendo um dos cinco aprovados entre 25 concorrentes, vai receber um investimento estimado em R$ 2 milhões (dois milhões de reais), a ser utilizado em cerca de quatro anos.

Com o foco na evolução da comunicação móvel para a quinta geração (5G), a ideia é desenvolver um centro de dados que possa ser compartilhado entre as operadoras de telefonia, fazendo com que o processamento desses dados deixe de ser feito em estações rádio base (ERBs) e passe a ser realizado na nuvem, sendo administrado por companhias que gerenciem a rede e/ou o centro de dados. O compartilhamento possibilitará uma redução considerável de custos para as operadoras, que não precisarão arcar com a compra e manutenção de novas ERBs. “Este conceito tecnológico foi implementado na China há alguns anos. Nos Estados Unidos, a Califórnia começou a se mover nesta direção e o Brasil passou a debater o assunto neste ano, por intermédio do CGI”, explica o Prof. Rodrigo De Lamare, coordenador do Laboratório de 5G do CETUC/PUC-Rio e pesquisador responsável do projeto.

De acordo com De Lamare, a tecnologia será benéfica tanto para as empresas de telefonia quanto para o consumidor. “Com a vantagem do processamento de dados compartilhado na nuvem, as ERBs serão simplificadas, por não precisarem mais realizar esta tarefa, o que reduz o custo. O sistema venderá o sinal, independente de quem está comprando, e as operadoras terão uma diminuição de determinados gastos – como energia elétrica, por exemplo. Além disso, será possível realizar coisas que não podem ser feitas atualmente, devido às limitações da tecnologia 4G”, afirmou. Dentre os benefícios, destaca-se a melhoria na qualidade do serviço, que sofrerá menos interferências. “Hoje em dia, a gente não pode diminuir a interferência quando se tem um grande número de células próximas. Com a nuvem, isto será feito de forma mais eficaz”, continuou De Lamare.

O CETUC terá o desafio de construir uma rede de pequena escala para que as ideias sejam testadas. Laboratórios da universidade e do INMETRO de Xerém serão utilizados. O INMETRO será responsável pela certificação das inovações, enquanto a Qualcomm segue com o objetivo de pioneirismo no desenvolvimento do 5G no país. Ao todo, dez pesquisadores do CTC/PUC-Rio estão envolvidos. O grupo também está fazendo um recrutamento de alunos para integrarem a equipe: quatro estudantes de pós-graduação em Engenharia Elétrica e dois pesquisadores de pós-doutorado na área de telecomunicações.

 

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