Na categoria “Ciências da Engenharia” da Academia Brasileira de Ciências, o Prof. Armando Martins Leite da Silva, do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) do Centro Técnico Científico da PUC-Rio, acaba de ser nomeado membro titular da mais importante instituição representativa dos cientistas brasileiros: a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Ele atua no quadro principal de professores de engenharia elétrica no CTC/PUC-Rio (1977-1994 e 2014-atual) e foi o único entre os 18 novos membros da ABC a pertencer a uma instituição particular, o que confirma a excelência da PUC-Rio em ensino e pesquisa. A cerimônia de posse foi realizada no último dia 15 de maio, na Escola Naval do Rio de Janeiro. Como membro, o professor contribuirá nas discussões de políticas públicas e de fomento na ABC.

Armando Martins Leite da Silva é referência mundial na área de avaliação de riscos no planejamento da expansão e operação de sistemas de energia elétrica e confiabilidade de sistemas. Doutor em engenharia elétrica e eletrônica pela Universidade de Manchester (UMIST), na Inglaterra, Leite da Silva também é professor voluntário (aposentado) no Instituto de Sistemas Elétricos e Energia (ISEE), da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), além de membro da Academia Nacional de Engenharia (ANE). Com mais de 40 anos de experiência em pesquisa na área de engenharia elétrica, já recebeu diversas honrarias e prêmios nacionais e internacionais. Possui mais de 400 publicações, incluindo mais de cem periódicos, a maioria no IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) Transactions, a revista de maior prestígio na área de engenharia elétrica. Há quase 20 anos é Fellow do IEEE.

Para Leite da Silva, premiações e nomeações não são apenas importantes para sua própria carreira, mas também para a instituição ao qual está vinculado. “Na última avaliação quadrienal da CAPES, o Departamento de Engenharia Elétrica do CTC/PUC-Rio atingiu a nota máxima (sete), e, portanto, acredito que esses títulos e prêmios sempre contribuem nesse julgamento, como também no financiamento de novas pesquisas”, afirma o professor. Ele destaca ainda o orgulho de ser pesquisador 1A do CNPq desde 1994 e de receber mais um mérito na carreira: “São esses reconhecimentos que nos ajudam a permanecer no Brasil, desconsiderando propostas tentadoras de instituições estrangeiras, principalmente em tempos em que os valores da educação, ciência e pesquisa em nosso país são injustamente depreciados”.