Vitórias contra os robôs Photon Storm, Blacksmith e Warheadgarantiram a equipe de robótica da PUC-Rio na próxima etapa da competição da TV americana, que vai mostrar as últimas disputas (quartas, semifinais e final) em um só episódio

A RioBotz, equipe de robótica do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), abriu a segunda temporada da BattleBots — torneio mundial de robôs de combate, que vai ao ar no canal ABC da TV aberta norte-americana, toda quinta-feira, às 20h (horário dos EUA) — ganhando nas três vezes em que lutou, nos dias 23 de junho, 7 de julho e 4 de agosto, respectivamente. Com as vitórias, a RioBotz passou para as quartas de final do campeonato. Sua próxima disputa será com o temido “Bronco”, robô americano do time Inertia Labs, que chegou às semifinais da primeira temporada da BattleBots, em 2015, e está em 2º lugar no ranking da competição.

As últimas sete lutas da competição: as quatro de quartas de final, as duas semifinais e a grande final pelo ouro serão apresentadas no dia 1º de setembro, em um episódio de duas horas. Curiosamente, não há disputa pelo bronze na BattleBots. Para sair campeã nesta temporada, a RioBotz precisa vencer todas as três próximas lutas que, a exemplo do Bronco, serão com adversários cada vez mais desafiadores.

BATTLEBOTS RIOBOTZ

Os cariocas são os únicos e primeiros competidores de país de língua não-inglesa a participarem da BattleBots e competem com o robô Minotaur, de 113kg, cuja arma é um tambor que pode rodar a mais de 10 mil RPMs. À primeira vista, ele parece pequeno, principalmente ao lado de oponentes maiores e mais robustos, mas a RioBotz já provou que tamanho não é documento.

No primeiro combate, eles ganharam de um dos mais importantes e famosos robôs do Reino Unido, o Photon Storm. Na segunda luta, foi a vez do americano Blacksmith conhecer a fúria do brasileiro Minotaur. E a mais recente foi contra o inglês Warhead, cuja “cabeça” foi arrancada pelo tambor dourado do robô carioca.

Esta segunda temporada da BattleBots conta com 56 equipes cujos robôs são da mais alta categoria de combate. “É a mais importante competição da qual já participamos em 13 anos de equipe. Há equipes patrocinadas pela Nasa, Space X e diversas empresas do Vale do Silício, além de campeões do Reino Unido, Canadá e Austrália. Por esse motivo, o desafio é gigantesco, e uma honra competir com os melhores do mundo”, revela Marco Antonio Meggiolaro, coordenador da RioBotz/PUC-Rio.

“A RioBotz foi uma das primeiras equipes acadêmicas que patrocinamos e, ao longo desta relação de mais de cinco anos, acompanhamos diversas vitórias e desafios da equipe. Mas essa, sem dúvida, é a principal. Acreditamos que é uma experiência única para eles e para a Radix, que está em peso na torcida pela RioBotz. É um orgulho incentivar e ajudar a promover disputas como estas da BattleBots, que estimulam o desenvolvimento tecnológico nos estudantes. Afinal, este é um dos nossos principais objetivos”, declarou Luiz Eduardo Rubião, CEO da Radix.

Vídeo da segunda luta viraliza e supera a marca de 20 milhões de visualizações

Em sua primeira luta, contra o Photon Storm, da equipe Storm (há 16 anos no ramo de robótica), o Minotaur enfrentou com garra o robô inglês, cujas principais armas são uma pinça gigante com força equivalente a 12 toneladas e uma pequena rampa que se encaixa por baixo dos adversários, dificultando sua movimentação. Segundo o coordenador da RioBotz, Prof. Marco Antonio Meggiolaro, da PUC-Rio, o começo foi bem difícil: “Arrancamos uma parte lateral dele, mas, ao reagir, ele chegou a nos prender na rampa e nos esmagar perto da roda. Logo que nos desvencilhamos, na primeira oportunidade, arrancamos a rampa dele e acionamos nosso tambor ao máximo. Com um único golpe de frente, o Photon Storm foi arremessado e inteiramente destruído por dentro. Todo o sistema hidráulico estourou e vazou óleo por todo lado”, conta ele, que acrescenta: “O Photon Storm nunca havia sido danificado assim. Foi perda total!”.

Na segunda luta, no dia 7 de julho, o adversário foi o conhecido BlackSmith, robô americano que compete há 20 anos e tem um martelo destruidor que solta fogo pela extremidade. A luta não foi fácil: o Minotaur recebeu 11 marteladas ao longo da luta, mas após dificuldades iniciais para acertar o adversário, conseguiu arrancar sua proteção frontal, uma rampa de aço. Depois disso foi um show de arremessos do Minotaur contra o oponente: aos 2 minutos e 38 segundos, destruiu a principal arma do americano e, 20 segundos depois, mais um ataque fez o adversário explodir internamente e pegar fogo na arena. Foi o feitiço virando contra o feiticeiro. O vídeo, divulgado no facebook do programa viralizou e já é o 1º lugar em audiência de todas as lutas já divulgadas, com mais de 20 milhões de visualizações, acima de 328 mil compartilhamentos, 170 mil curtidas e aproximadamente 30 mil comentários.

Já na terceira luta, no dia 4 de agosto, os brasileiros enfrentaram o robô Warhead da experiente equipe do Reino Unido que já soma 18 anos competindo. Toda a experiência não foi o suficiente para derrotar o carioca que, em apenas 18 segundos, conseguiu arrancar a parte dianteira do adversário, virá-lo ao contrário e vencer a luta. A aparência de dinossauro do oponente não amedrontou o compacto Minotauro carioca.

Vale lembrar que os juízes fixos da BattleBots são o Fon Davis (responsável pelos efeitos visuais de Star Wars) e a Jessica Chobot (apresentadora do Nerdist News). No dia 10 de maio, o juiz convidado foi o Clark Gregg (ator de Marvel’s Agents of SHIELD) e, no dia 23 de junho, foi o Adam Savage (de Mythbusters).

No Brasil ainda não há data programada para exibição, mas a Sky já comprou os direitos de distribuição mundial de toda a temporada.

Sobre a RioBotz/PUC-Rio 

A RioBotz/PUC-Rio foi formada em janeiro de 2003 com o objetivo de projetar e construir robôs de competição. Em 13 anos de muitas batalhas, a equipe já contabilizou 65 títulos, sendo 35 campeonatos nacionais e 30 medalhas de ouro em competições ao redor do mundo. Outras 65 medalhas são a soma de 35 pratas (18 delas internacionais) e 30 bronzes (20 internacionais), totalizando 130 medalhas.

A equipe é composta atualmente, em sua maioria, por alunos das Engenharias de Controle e Automação, Mecânica e Elétrica. Segundo Meggiolaro, participar de uma competição deste porte é um estímulo para os estudantes. “A Robótica é uma ciência multidisciplinar que fornece bases para a aplicação de diversas engenharias, dentre elas a Elétrica, Mecânica e de Computação. O aluno aprende um pouco sobre todas essas áreas e, principalmente, como integrá-las. No mercado atual, dificilmente se encontra um produto de alta tecnologia puramente mecânico ou elétrico: todas essas engenharias são importantes para a geração de um produto competitivo”.

Os integrantes da RioBotz têm a possibilidade de adquirir conhecimentos em áreas como mecânica, eletrônica, computação, publicidade, marketing, design e captação de recursos, além de utilizar na prática os conhecimentos obtidos em sala de aula. Embora seu foco seja a construção de robôs de combate, as tecnologias envolvidas podem ser aplicadas em diferentes setores como a indústria de energia, petróleo e médica.

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