O Horário de Verão (HV), que acontece anualmente entre a terceira semana de outubro até a terceira semana de fevereiro, tem ocorrido regularmente em parte do País, cobrindo as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Seu objetivo primordial é proporcionar uma redução da demanda (MW) no horário de ponta.

O professor Reinaldo Castro, do Departamento de Engenharia Elétrica do CTC/PUC-Rio, afirma que o racional desta redução está relacionado à utilização com maior intensidade da iluminação natural. Ou seja, evita-se que a iluminação (dos domicílios e a pública) aconteça de forma simultânea com as cargas comerciais e industriais, suavizando assim a rampa brusca de consumo no horário de uso mais intenso de energia.

Ao longo dos anos, a utilização deste procedimento tem resultado uma redução da demanda na ponta da ordem de 4.5% a 5% no Sudeste e Centro-Oeste (um pouco maior no Sul pelo fato desta região ter maior incidência da luz natural por estar mais afastada da linha do equador). Já com relação ao consumo, o HV tem, historicamente, resultado numa redução de 0.5% a 0.7% em ambas regiões.

Na realidade, conforme apurado e publicado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (NOS), no HV de 2012/2013 a redução da demanda foi de 2.477MW, já no HV 2013/2014 passou para 2.565 MW, e no HV de 2014/2015 esta redução da demanda foi ainda maior, chegando a 2.680MW. E o que esperar do HV 2015/20156? Em nota do NOS, publicada em outubro/2015, a expectativa era de redução aproximadamente igual à verificada no HV anterior.

No início do HV, em outubro de 2015, a demanda era grande no setor elétrico, com todas as térmicas praticamente despachadas o ano todo. Os reservatórios do SE e NE apresentavam níveis baixos, por conta do pouco período de chuva. Durante o horário de verão, constatou-se diminuição no consumo de energia elétrica em geral e o aumento na incidência de chuva. “Com isso, os reservatórios incrementaram os seus níveis de armazenamento e algumas termelétricas puderam sair de operação, o que resultou na mudança da bandeira tarifária de vermelha para amarela em fevereiro/16”, ressalta Castro.

Segundo o especialista, além do tradicional horário de pico entre 18h30 e 21h30, por vários dias neste verão, ocorreu o chamado “horário vespertino de pico”, entre 15h e 16h, causado pelas altas temperaturas registradas. Para este horário, o HV não produz os resultados esperados. Entretanto, de um modo geral, a expectativa é que o HV 2015/2016 resulte em economias maiores que as registradas no período anterior 2014/2015. “Em termos financeiros, a expectativa do NOS é de um ganho de, aproximadamente, R$240 milhões de custo evitado por não utilização das térmicas neste período”, conclui professor da PUC.

Informações para a imprensa:

APPROACH COMUNICAÇÃO
Assessoria de Imprensa do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio)
Mário Cesar Filho (mariocesar.filho@approach.com.br)
Tels: (21) 99918-1221 / (21) 3527-1303, ramais 43 e 44 (CTC/PUC-Rio)
(21) 3461-4616, ramais 194 e 164 (Approach Comunicação Integrada)
Bianca G. Sallaberry (bianca.gomes@approach.com.br)
www.approach.com.br