Doença atinge 1% dos brasileiros e app permite a inserção de dados e a geração de relatórios com o objetivo de facilitar o tratamento. Dia 26 de março é o Purple Day, data de conscientização mundial sobre a doença

 

Já está disponível para usuários de iPhone o aplicativo Epilapp. Com a possibilidade de inserir dados sobre crises, como frequência, tipo e duração, ele tem o objetivo de facilitar o tratamento de pessoas que têm epilepsia, a doença neurológica mais comum no mundo, que atinge 1% da população brasileira e cerca de 50 milhões em todo planeta. O Epilapp permite também a exportação dos dados via WhatsApp ou e-mail e gera relatórios com as informações, oferecendo um importante material a ser apresentado nas consultas médicas. O desenvolvimento é responsabilidade das alunas Ana Luiza Ferrer, Helena Leitão, Priscila Rosa e Gabrielle Brandenburg, da turma 2016-2017 da Apple Developer Academy, projeto coordenado pelo Laboratório de Engenharia de Software do Departamento de Informática e vinculado ao Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio).

 

Um dos tipos mais graves de epilepsia, conhecida como refratária, pode gerar até 16 (ou mais) crises por dia, sendo motivo de muito sofrimento e constrangimento para quem tem. Ao unificar os registros, o Epilapp permite um tratamento mais assertivo aos pacientes. Para o desenvolvimento do aplicativo, as alunas contaram com a ajuda das neurologistas Michelle Zimmermann e Isabella Meira, que desmistificam a doença no site Epilepsia Descomplicada. Além delas, usuários de São Paulo, Minas Gerais e Maranhão, por exemplo, também contribuíram com dicas que foram implementadas. “Ao acompanharmos um paciente com epilepsia, recomendamos que ele faça um diário das crises, ou seja, anote a frequência e as características dessas crises. O Epilapp surgiu para facilitar esse registro e auxiliar o neurologista a traçar a melhor estratégia de tratamento”, reforça a Drª Michelle Zimmermann.

 

A iniciativa começou em meados de 2017, quando as alunas foram abordadas por uma mãe de uma menina com epilepsia, encantada com a apresentação que fizeram na Universidade a respeito de outro aplicativo desenvolvido por elas e também ligado à área de saúde. “Quando ela viu tudo que fizemos com o Be OKay, app voltado para quem tem crises de pânico, ela pediu que fizéssemos o mesmo com quem tem a doença”, explica Ana Luiza Ferrer. O Epilapp também está no Facebook, com pequenos tutoriais de como utilizar, além de informações sobre a epilepsia.

 

Até o fim do mês, elas também estarão empenhadas em lançar a versão em inglês do Epilapp, que pode ser baixado em modelos do iPhone 5 em diante que utilizam o sistema operacional iOS 10.3. “Mesmo entre os aplicativos estrangeiros, vimos que a nossa interface torna o processo de registrar uma crise muito mais simples e rápido, além de ser mais prático do que anotar no papel. Também há recursos que os outros não têm, como a geração de relatórios”, explica Ferrer.

 

Em busca de patrocinadores e investidores

 

Paralelamente, o Prof. André Lucena, um dos coordenadores da Apple Developer Academy do CTC/PUC-Rio, está ajudando na busca por patrocinadores e investidores: “Nosso papel agora é promover e inserir o Epilapp no mercado, procurando modelos de negócios sustentáveis para o app. Em algum momento, isso será fundamental para o processo de manutenção e evolução do aplicativo”, reforça Lucena.

 

 

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