Parte das pesquisas será feita na U.S. Army Aberdeen Proving Ground, em  Maryland, base militar americana com os mais avançados laboratórios mundiais na área de engenharia de materiais para desenvolvimento de pesquisas de interesse do exército dos EUA

 

O Departamento de Engenharia Química e de Materiais do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) acaba de firmar parceria acadêmica com o Laboratório de Pesquisa do Exército dos Estados Unidos (ARL – US Army Research Laboratory) para estudos na área de engenharia de materiais cerâmicos. A parceria se deu através do programa CRADA (Acordo de Cooperação em Pesquisa e Desenvolvimento), criado pelo governo americano para estimular a interação entre instituições federais americanas e universidades e empresas privadas, americanas ou estrangeiras, e torna a PUC-Rio a primeira universidade brasileira a integrar este seleto grupo.

A pesquisa, que se estende até 2020, é liderada pelo Prof. Bojan Marinkovic, com foco em materiais com expansão térmica negativa ou próxima a zero, aqueles com alta resistência a choques térmicos, ou seja: não se expandem ou encolhem quando aquecidos. Marinkovic já tem experiência no tema desde 2003, quando começaram suas pesquisas na PUC-Rio. “Nós chegamos a um material, o tungstato de alumínio, que apresentou propriedades de resistência ao choque térmico extremamente elevadas, que se compara ao material do estado da arte para aplicações sofisticadas”, revela Marinkovic.

De acordo com os termos do programa, alunos de Mestrado em Engenharia de Materiais e de Processos Químicos e Metalúrgicos orientados por Marinkovic terão, ao longo da parceria, a oportunidade de fazer seis viagens à U.S. Army Aberdeen Proving Ground, em  Maryland, base militar americana com os mais avançados laboratórios mundiais em engenharia de materiais para desenvolvimento de pesquisas de interesse do exército americano. “É uma oportunidade única de ter acesso ao que há de mais moderno na área, onde os alunos poderão se habilitar nas técnicas de síntese e de caracterização. Além disso, os pesquisadores americanos também virão à PUC e será uma troca de ideias muito rica e importante para todos os envolvidos”, reforça o professor. Marinkovic também chama atenção de que a pesquisa é de cunho básico e que, conforme as normas do CRADA, a PUC-Rio terá liberdade para publicar artigos a respeito, patentear a pesquisa e usufruir dos resultados: “Todos saem ganhando: alunos, professores, departamento e a universidade”, finaliza.

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