Sessões individuais, que unem terapia cognitivo-comportamental e tecnologia para o tratamento da fobia de voar, começam em agosto e interessados já podem se inscrever

 

Dados da Associação Internacional de Empresas de Transporte Aéreo indicam que cerca de 113 mil brasileiros viajam de avião por ano. Mas, mesmo com toda procura por destinos nacionais e internacionais, há quem desista de um emprego ou de visitar parentes distantes exclusivamente pelo medo de usar o avião como meio de transporte. Para ajudar a quem passa por isso, um universo de cerca de 10% a 40% da população mundial, segundo o laboratório de estresse e sociedade na Universidade de Reims (França), o  Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB) oferece, gratuitamente, um serviço que foi batizado de “Livre para Voar”, e que conta com o suporte tecnológico do Departamento de Informática do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), cuja equipe de especialistas desenvolveu um sistema de realidade virtual que simula as diversas etapas pelas quais os passageiros passam ao chegarem no aeroporto e também durante uma viagem de avião. Os interessados podem obter informações no blog https://livreparavoarufrj.wordpress.com/ e se inscrever pelo e-mail medodevoarufrj@gmail.com.

A iniciativa faz parte do estudo “Avaliação da eficácia de um protocolo de terapia cognitivo-comportamental e realidade virtual para o medo de avião”, de Helga Rodrigues, psicóloga cognitivo-comportamental e doutoranda do IPUB/UFRJ, situado na Praia Vermelha, em Botafogo. Com oito sessões, ou duração média de dois meses, o tratamento é feito com a utilização do Oculus Rift (dispositivo de realidade virtual), permitindo ao paciente “passar” por diversas fases que abordam vários níveis de interação, desde uma ambientação com lugares neutros, até a experiência de estar dentro de um avião, da decolagem e de uma viagem com e sem turbulência.

Todo o sistema de realidade virtual criado pelo CTC/PUC-Rio foi feito sob a orientação do IPUB, seguindo o protocolo de tratamento. “Nosso trabalho foi entender como a tecnologia poderia ser aplicada no tratamento do medo de voar. Emprestaremos os óculos, o computador e a aplicação desenvolvida em realidade virtual”, explica o Prof. Alberto Raposo, do Departamento de Informática e coordenador do projeto no CTC/PUC-Rio, que contou com pesquisas dos alunos de Mestrado em Informática Leonardo Nascimento e Vinícius de Lima Costa, e com colaboração de Rodrigo Pinheiro, analista do Instituto Tecgraf/PUC-Rio para a conclusão do trabalho.

Raposo explica que qualquer um que seja maior de idade, alfabetizado e apresente o medo de voar de avião está apto a participar. Entre o grupo que pode ter restrições, estão pessoas com epilepsia, problema cardiovascular sério, grávidas ou qualquer outro transtorno psicopatológico que requeira tratamento imediato. “Além da realidade virtual, quem participar de todas as sessões passará por um processo de psicoeducação para se livrar de qualquer ideia pré-estabelecida que o impeça de voar”, complementa Helga Rodrigues, esclarecendo que um questionário prévio de avaliação será aplicado a cada paciente para que seja definido seu grau de ansiedade, depressão e fobia. “Cada caso é um caso”, analisa.

O paciente terá à sua disposição a principal técnica de tratamento para transtornos de ansiedade. “A realidade virtual audiovisual nos possibilita expor o paciente gradualmente a um conjunto de estímulos que geram ansiedade. Também vamos utilizar escalas padronizadas para avaliar a imersão do paciente e sua evolução no tratamento. Queremos que todos saiam curados”, pontua Paula Ventura, coordenadora da equipe de Psicologia do IPUB. “É como se fosse um jogo. O paciente se transporta para os ambientes e todas as ações que ele realiza fazem parte do tratamento”, ressalta Raposo.

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