Estudo iniciado na Universidade revela grande potencial fotovoltaico do Estado e fornece dados a quem deseja viabilizar fonte própria de energia alternativa

Quando se trata de potencial de energia solar, o Estado do Rio de Janeiro está no mesmo patamar da Alemanha. É o que consta no Atlas Solar do Rio de Janeiro, lançado dia 19 de abril pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e que contou com a colaboração do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio). Desenvolvido em parceria que se estende à EDF Norte Fluminense e à EGPEnergia, o Atlas Solar tem o objetivo de fomentar o investimento em energia solar fotovoltaica e heliotérmica. Representando o CTC/PUC-Rio, estava o Prof. Sérgio Leal Braga, Diretor do Instituto de Tecnologia (ITUC), que orientou a aluna de mestrado em Engenharia Mecânica, Fiorella del Carmen Alvaro Cabrera, cujo estudo analisou estações do Instituto nacional de Meteorologia (INMET), recolhendo dados e avaliando a capacidade de geração de energia em cada região do Estado.

A base de dados do site www.atlasriosolar.com.br fornece detalhes estruturais e econômicos de acordo com as especificidades da demanda de quem deseja viabilizar seu painel fotovoltaico. Tamanho, redução na conta de luz e possíveis créditos por venda de produção excedente estão entre as informações calculadas pelo site. A aplicação pode ser residencial, comercial ou industrial, e o simulador está disponível para todos os municípios fluminenses. Para acessar os dados, o usuário precisa preencher endereço, direção e inclinação do telhado, tipo de ligação de energia elétrica – monofásica, bifásica ou trifásica – e consumo mensal, em kWh, acompanhado do custo unitário de energia.

O Prof. Sérgio Braga, Diretor do ITUC/PUC-Rio, à direita, esteve presente ao lançamento oficial do Atlas Solar do Rio de Janeiro

Os níveis anuais de insolação no Rio de Janeiro vão de 1.460 a 2.010 kWh/m², números que colocam o estado no mesmo patamar da Alemanha, líder mundial na exploração de energia solar com uma irradiação média de 1.700 kWh/m². O Norte Fluminense, a Região dos Lagos e o Sul Fluminense estão entre as áreas com maior potencial. Apesar de ser a região do estado com menor incidência solar, até mesmo a Região Serrana possui viabilidade econômica para implementar um sistema fotovoltaico. Para chegar a esses resultados, foi utilizado o método conhecido como Krigagem, que avaliou a influência de 35 pontos definidos no mapa, nos estados vizinhos da Região Sudeste, e calculou a estimativa para determinar o valor produtivo de lugares próximos.

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