App “Alice”, desenvolvido no CTC/PUC-Rio, comprova a falta de representatividade feminina no cinema

Em meio a campanhas como a “Times Up” e a “Me Too”, que dão voz a mulheres vítimas de violência sexual em Hollywood, um grupo de alunos do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio) desenvolveu o aplicativo Alice. O app aborda a representação feminina na indústria cinematográfica, ao identificar a participação de mulheres em filmes, seja em frente ou por trás das câmeras. Disponível gratuitamente para iPhones, o Alice se mostra como uma interessante fonte de pesquisa, e comprova o que há muito vem sendo discutido: a falta de representatividade feminina e a desigualdade – como cargos e salários –  entre mulheres e homens é uma realidade. Segundo a aluna Gabriella Lopes, uma das desenvolvedoras, mais de 60 mil títulos estão cadastrados no sistema, dos quais, até agora, apenas 3.722, ou seja, cerca de 6%, contam com pelo menos uma mulher em um cargo de direção ou roteiro. O tema começou a ganhar notoriedade na mídia internacional em 2017, quando diversas atrizes resolveram se posicionar e dar um basta à cultura do assédio. Agora, durante a temporada de premiações, que se iniciou com o “Globo de Ouro”, as manifestações se acaloraram e expandiram o debate da igualdade de gêneros, com participação das principais atrizes da TV e do cinema.