Os alunos do programa Apple Developer Academy l PUC-Rio, programa de desenvolvimento de aplicativos iOS, coordenado pelo departamento de Informática do Centro Técnico Cientifico da PUC-Rio CTC/PUC-Rio em parceria com a Apple, fizeram uma exposição de aplicativos nesta quarta-feira, 23 de outubro, no campus da Universidade, na Gávea. Nove equipes exibiram seus projetos com o objetivo de conseguir o maior número de feedbacks do público. Alfabrincando, Chá das Cinco, Following Seas, In Hell, Lumi, Mutatis, Neon Project, Relista e Turi, foram os trabalhos presentes na feira. Todos estão em fase de desenvolvimento, fazem parte dos projetos finais de conclusão da turma 2018-2019 da Apple Developer Academy e, até dezembro, estarão disponíveis na App Store Brasil. “A feira é uma oportunidade de ouvir o usuário final, tão importante no desenvolvimento de qualquer aplicativo. O objetivo é desenvolverem soluções, com um alto nível de qualidade, atendendo a uma demanda da sociedade”, reforça o Prof. Andrew Costa, do Departamento de Informática do CTC/PUC-Rio.

Alfabrincando

O aplicativo tem como objetivo estimular as crianças no processo de alfabetização, sem perder diversão, com três jogos dentro do mesmo app. Os jogos foram testados em escolas públicas e privadas para descobrir o nível de aceitação e dificuldade das crianças em relação às atividades propostas. O aplicativo foi desenvolvido a partir de vários jogos que as professoras usavam em sala de aula, para alfabetização.

Alunos: Giulia Moté, Rafael Passo, Gabriela Szpilman e Fernanda Castro.

Chá das Cinco

Com o desejo de apoiar mulheres que sofrem assédios diariamente, as alunas desenvolveram o Chá das Cinco, que tem como foco a troca entre mulheres que são violentadas com o assédio recorrente da sociedade. O aplicativo funciona como uma rede social na qual as usuárias se cadastram de forma anônima e relatam suas más experiências do cotidiano. Em parceria com departamento de psicologia da PUC-RIO, está em curso o desenvolvimento de um perfil considerado “seguro”, de modo que, em uma próxima etapa, as usuárias possam conversar entre si, sem pré-julgamentos a respeito de cada depoimento.

Alunas: Julia Rocha e Nathalia Inácio.

Relista

O Relista é um aplicativo de lista de compras, que tem como diferencial a inteligência, organização e compartilhamento entre usuários de uma mesma família. Percebendo que os vários aplicativos já existentes não atendiam às necessidades dos usuários, os alunos criaram uma nova proposta de lista. No Relista, há diversas formas de organização, para que o consumidor escolha a que melhor se adapta ao seu perfil, seja por ordem alfabética ou categorias de produtos. Ele traz ainda a possibilidade de usuários possam introduzir novos itens, mantendo a lista sempre atualizada com relação ao que falta em casa.

Alunos: André Mello Alves, Carolina Lionelli e Thiago Dias.

Inn Hell 

A ideia do jogo é trazer o universo dos videogames para os mobiles, com o objetivo de captar um público fiel e receptivo a jogos que possam ser curtidos em qualquer lugar. O game é baseado na Divina Comédia, livro escrito no século XIV pelo italiano Dante Alighieri, onde o inferno tem nove níveis, cada um com suas particularidades. O personagem do jogo acaba de morrer, vai para o inferno, aonde ganha uma taverna. Com bom humor e muita ironia, é preciso lutar com espíritos para subir os nove níveis e vencer o jogo.

Alunos: Rodrigo Bukowitz, Pedro Azevedo, Mark Duek, Bruno Fonseca.

 

Mutatis

Jogo em constante transformação conforme o estado do seu celular. Utiliza sensores e informações fornecidos pelo iPhone, que os jogos não costumam usar, para alterar as condições do jogo e oferecer novas experiências a cada vez que é utilizado. Luminosidade, tempo, movimento, percentual de bateria, se o celular está seno carregado e volume, por exemplo, tudo é alterado em tempo real, determinando, por exemplo quais tipos de inimigos irão aparecer ao longo do jogo.

Alunos: Luiz Duarte, Giovanni Severo, Pedro Ferraz e Victor Pineles.

Neon Project

Projeto de realidade aumentada, sendo um jogo que trabalha com interação física, onde é preciso “bater”com o iPad em tótens virtuais. Multiplayer, o jogo utiliza as mais recentes ferramentas da Apple em realidade aumentada, lançadas na WWDC 2018, os frameworks Reality Kit e o AR Kit3. Ele é baseado em conquista de território com a derrubada de totens virtuais e se adapta ao tamanho do ambiente em que é jogado, sendo que cada jogador tem uma cor diferente. Além de bater nos totens virtuais, se conquista pontos batendo também no totem da sua base e vence quem conseguir mais pontos/totens derrubados.

Alunos: Vinícius Bonemer, Pedro Gomes, Júlia Lima e Bruna Tarttioli.

Lumi

Projeto que quer trazer uma nova experiência para fotografia com o celular. Ele é composto de três partes: o app de câmera manual (com todos os controles de exposição que ele possa precisar), o flash externo sincronizado a ser vendido separadamente (que se conecta com o iPhone via bluetooth), simulando um estúdio e promovendo uma iluminação diferente, e o guia de iluminação, para quem não tem o flash, que traz um catálogo com diversas imagens com esquemas de iluminações diferentes, cujos posicionamentos são detalhados para o fotógrafo.

Alunos: Lucas Gouvêia, Mariana Clemente e Alexandre Adriaga.

 

 

Turi

É um aplicativo que pretende unir moradores locais, que querem mostrar o que é único em suas cidades, a turistas que queiram conhecer o que nem sempre aparece nos guias de viagem, proporcionando experiências imersivas e inesquecíveis. Os moradores locais podem se tornar guias dos turistas cadastrados e leva-los a estes lugares sugeridos, recebendo um valor por isso.

Alunos: Theo Mendes, Matheus Venturelli, Alexandre Abrahão e Felipe Kestelman.

Following Seas

O jogo, que foi desenvolvido com a proposta de estimular o trabalho coletivo, apresenta a mistura entre o digital e o analógico, pois os jogadores devem trocar informações que aparecerem exclusivamente em cada tela. A simulação é de um navio pirata, onde dois tripulantes têm o objetivo de impedir a entrada de monstros na embarcação. Para isso, é necessário o trabalho coletivo, pois cada jogador tem informações diferentes em seus aparelhos.  Para além dos muros da universidade, a equipe diz que essa proposta é importante também para o mercado de trabalho, pois a troca entre as diferentes áreas de atuação está cada vez mais presente nas empresas.

Alunos: Gorette Tavares, Guilherme Vassalo, Lucas Bernardo e Mariana Menezes.