A inovação tem como finalidade possibilitar que o procedimento de expansão da pele — indicado na reconstituição de queimaduras, manchas e cicatrizes — seja feito pelo paciente em casa, permitindo mais conforto e evitando idas regulares ao cirurgião plástico

 

A equipe de pesquisa em Engenharia Biomecânica do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio), acaba de inovar ao depositar a patente de sua nova versão semiautônoma de expansor de pele subcutâneo, capaz de infiltrar de forma automatizada soro fisiológico no expansor de pele, controlando e monitorando todo o processo. O desenvolvimento do dispositivo é responsabilidade da pesquisadora e engenheira biomecânica Djenane Pamplona, coordenadora do Laboratório de Membranas e Biomembranas do Departamento de Engenharia Mecânica do CTC/PUC-Rio, que, desde 2013, junto com sua equipe, já lançou dois modelos de aparelhos que monitoram o processo de expansão de pele. Esta terceira e nova versão do equipamento pode ser manuseada pelo próprio paciente, seguindo os parâmetros configurados pelo médico (e que não podem ser alterados pelo usuário), permitindo que pessoas que moram em locais remotos possam realizar o processo sem a necessidade de comparecimento ao ambulatório com determinada frequência.

A expansão se faz necessária em cirurgias plásticas para a reconstrução de áreas afetadas por um trauma, como queimaduras, cicatrizes, perdas de tecido, mastectomias, manchas, defeitos congênitos, acidentes e em alguns procedimentos estéticos etc. O expansor é um pequeno balão de silicone colocado por baixo de uma pele saudável, vizinha à área afetada, que é preenchido, aos poucos, com injeções de soro fisiológico. Esta pele é lentamente estendida e o excesso — chamado de retalho — é avançado sobre a região a ser corrigida, através de cirurgia plástica. O controle da expansão fica a cargo do paciente, que interrompe o processo quando começa a sentir dor. Ao interromper, o aparelho mede e registra em um cartão de memória a pressão e o volume de líquido inseridos sob a pele, permitindo ao médico acompanhar a evolução do procedimento.

O equipamento atual conta com um monitor de tela sensível ao toque, bateria interna recarregável e local para inserir um cartão MicroSD, responsável por gravar os dados coletados de cada paciente e a configuração determinada pelo médico. Pamplona conta que, além do principal objetivo de viabilizar a expansão de pele domiciliar e possibilitar a expansão contínua em pacientes internados, os dados coletados pelo aparelho possibilitarão estudos posteriores: “A aquisição dos dados da expansão permitirá diversos estudos, como, por exemplo, a relação entre os limites de infiltração, o tipo de expansor de pele utilizado e a dor sentida pelo paciente, assim como um estudo para a otimização de expansores e de implantes”.

A versão anterior do equipamento está sendo utilizada em um estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) sobre o impacto que as próteses de silicone provocam sobre o tecido mamário. “Ao precisar até aonde a pele é capaz de ser esticada, médicos e pesquisadores esperam reduzir a dor e o desconforto dos pacientes no pós-operatório, bem como os riscos de formação de estrias e má cicatrização do tecido”, revela Pamplona.

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